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Quem mora sozinho tem direito a receber o Auxílio Brasil?

Auxílio Brasil não deve aumentar a popularidade do Presidente Jair Bolsonaro

Na última terça-feira (18) começou a ser pago por todo o território nacional a primeira parcela do Auxílio Brasil de 2022. Além de ser um reforço muito importante para a renda familiar de mais de 17 milhões de brasileiros, a transferência mensal que será distribuída até o fim do ano é levada como uma forte estratégia eleitoral do atual Presidente da República, Jair Bolsonaro, buscando uma possível reeleição.

A expectativa criada por quem apoia a campanha eleitoral do Presidente é que este novo benefício social seja bem aceito e reproduza os mesmos impactos do Auxílio Emergencial pago no ano de 2020, seja no campo econômico como também nas avaliações do Governo atual.

Em uma entrevista concedida ao site UOL, o Ministro da Cidadania João Roma, também responsável pelo Auxílio Brasil, afirmou que espera um retorno positivo deste programa, tanto na economia brasileira, como também nas urnas, a favor do Presidente Jair Bolsonaro. Quer entender um pouco melhor como funcionará essa “ação política” do Auxílio Brasil? Continue lendo conosco.

Auxílio Brasil é uma ação de política pública ou ação eleitoreira?

Atualmente, o cenário é outro. As condições econômicas e o ambiente são bem menos favoráveis para que o Auxílio Brasil tenha um impulso positivo na economia brasileira. Caso não ocorra este impulso, isso também pode surtir efeitos positivos um pouco mais restritos na popularidade do Presidente Jair Bolsonaro, que nos dias atuais, vem sendo descendente.

No ano de 2020, os depósitos de R$ 600 mensais durante um período de 5 meses e mais três depósitos no valor de R$ 300 contribuíram fortemente para o enfraquecimento da queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. As projeções de uma contração de 10% no PIB no ano de 2020, antes do pagamento do Auxílio Emergencial, reduziram-se ao fim do ano, a uma queda de 4%, que ainda era forte, mas muito menos intensa que antes.

Estendeu-se então uma espécie de rede de proteção às pessoas, empregados e empresa, que somou somente no ano de 2020 cerca de R$ 520 bilhões, o que era equivalente a 7% do PIB nacional naquela época.
Somente os valores pagos pelo Auxílio Emergencial transferiram cerca de R$ 293 bilhões, 4% do PIB e quase 60% do valor total injetado na economia brasileira.

Intenção de reescrever uma história

O Governo Bolsonaro tem o desejo de reescrever o que foi a verdadeira história do grande volume de recursos federais que foram liberados no ano de 2020 para que pudéssemos enfrentar a grande crise econômica e sanitária que se instaurou no país por conta da pandemia de Covid-19.

Portanto, o fato é que, diante de toda lentidão, timidez e hesitação do poder Executivo, o Congresso Nacional tomou a frente. Enquanto o Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro da Economia Paulo Guedes estavam demorando para definir um programa de transferência de R$ 250 mensais, o Congresso Nacional decidiu abrir os espaços fiscais a fim de transferir R$ 500 mensais para os trabalhadores informais e para as famílias mais vulneráveis.

Além disso, ficou decidida a canalização destes recursos para que houvesse uma sustentação dos empregos e das empresas. Utilizando-se de seu oportunismo que já bem conhecemos, o Presidente Jair Bolsonaro, resolveu surfar nas ondas daquilo que já havia sido estabelecido pelo Congresso e decidiu repicar o valor de R$ 600 mensais.

Existem diferenças muito desfavoráveis ao novo programa estabelecido quando comparamos o Auxílio Brasil e o Auxílio Emergencial. A primeira de todas e a mais nítida, é a abrangência dos dois programas, tendo em vista que a do Auxílio Brasil é muito menor.

O programa prevê beneficiar apenas um quarto da população que antes foi beneficiada pelo Auxílio Emergencial, destinando somente R$ 85 bilhões neste ano, sem planos para ter continuidade no ano de 2023. Este volume de recursos não alcança nem um terço do valor que foi distribuído em 2020. Além disso, as condições do novo programa são piores que a do outro, visando o impulso à atividade econômica.

Diferente do que aconteceu em 2020, no ano passado houve uma inflação que alcançou os dois dígitos e, se os preços continuarem a subir de forma lenta, a inflação também continuará em alta, o que restringirá o consumo.

Conclusão

De maneira resumida, a contribuição do Auxílio Brasil para o montante econômico, de acordo com diversos cálculos, será muito pequena. Ela não deverá ultrapassar 3% do valor total dos rendimentos e, sua contribuição para o volume total da economia não ultrapassará os 0,5%. Entendeu mais ou menos como funcionará este programa criado pelo Ministério da Cidadania? Restou alguma dúvida?

Será um prazer te escutar e conversar com você. Entre em contato conosco. Até breve!

Folha Sudoeste


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