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17 capitais têm alta de preços nos alimentos, mostra Dieese

A Agência Brasil divulgou nesta quarta-feira (07) dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com efeito, o resultado aponta para aquilo que muitas pessoas têm reclamado nos últimos meses nas redes sociais: uma disparada no preço dos alimentos nas principais cidades brasileiras.

De acordo com o Dieese, os preços do conjunto de alimentos básicos, que são aqueles necessários para as refeições de uma pessoa adulta durante um mês, aumentaram nas 17 capitais brasileiras pesquisadas no mês de setembro. As maiores altas, conforme aponta a pesquisa, foram em Florianópolis (9,80%), Salvador (9,70%) e Aracaju (7,13%),

Já em São Paulo, a cesta custou R$ 563,35, com elevação de 4,33% na comparação ao mês anterior. No ano de 2020, o preço do mesmo conjunto de alimentos subiu 11,22% e, em 12 meses, 18,89%.

De acordo com o estudo do Dieese, baseando-se na cesta mais cara do Brasil (Florianópolis, cujo preço médio seria R$ 582,40), o salário mínimo necessário para adquirir todos os produtos deveria ter sido de R$ 4.892,75. Este valor  corresponde a 4,68 vezes o mínimo vigente, que é de R$ 1.045,00.

Produtos que ficaram mais caros

A alta foi puxada por alguns produtos, que se destacaram mais que os outros. É o caso do óleo de soja, que aumentou nas 17 capitais pesquisadas. De acordo com o Dieese, os maiores aumentos no óleo se deram em  Natal (39,62%), Goiânia (36,18%), Recife (33,97%) e João Pessoa (33,86%).

Com efeito, o estudo mostrou também a alta mais comentada pela imprensa e por pessoas nas redes sociais que é a do arroz. Este produto, altamente consumido no Brasil, teve aumento maior em Curitiba (30,62%), Vitória (27,71%) e em Goiânia (26,40%).

Em 16 das 17 capitais houve aumentos também na carne bovina. Novamente, destaca-se Florianópolis (14,88%). Por sua vez, o Dieese mostra que o açúcar aumentou em 15 das 17 capitais onde aconteceu a pesquisa. As maiores altas em Salvador (8,19%) e Brasília (8,06%). Especialistas atestam que essa alta se deve às exportações do produto e a alta demanda da cana, principalmente para a produção de etanol. Exportações também explicam altas da carne bovina e do arroz.

Legumes também aumentaram de preço

Além de arroz, óleo e açúcar, o Dieese mostra forte aumento também em alguns legumes muito consumidos pelos brasileiros. Assim sendo, o estudo mostrou que o preço do quilo do tomate aumentou em 14 capitais, com destaque para Salvador (32,12%) e Porto Alegre (29,11%).

Por sua vez, a batata foi uma exceção à regra. Seu preço foi pesquisado na região Centro-Sul. Ali, teve o valor médio reduzido em sete das dez cidades onde o produto foi pesquisado, com quedas oscilando entre -2,53%, em Campo Grande, e -26,37%, em Vitória.

Folha Sudoeste


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