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Belo Horizonte: secretário de saúde teme novo fechamento em 2020

Em entrevista publicada no jornal O Tempo nesta quarta-feira (16), o secretário de saúde de Belo Horizonte Jackson Pinto Machado falou sobre a contenção da Covid-19 em Belo Horizonte. “Não tenho arrependimentos e não perdi uma hora de sono sequer”, disse, ao frisar que a política conduzida pela prefeitura da cidade apresentou resultados positivos. “Apanhamos muito dos comerciantes e empresários, mas na minha cabeça hoje não há dúvida alguma. O fechamento impediu mais de 3 mil mortes na cidade” disse, referindo-se às políticas de isolamento social. Contudo, disse estar convicto de que graças a elas a cidade não chegou a cifras superiores a de 3 mil mortos.

Contudo, o secretário não descarta a possibilidade de outro fechamento na cidade de Belo Horizonte até dezembro de 2020. “O medo é que com a flexibilização passe a ideia de que a pandemia acabou, e isso está longe de ser verdade”, declarou. Assim, complementa de que, havendo aumento da taxa de infecção e diante da mortalidade da Covid-19, “um novo fechamento da cidade pode acontecer antes de dezembro.” Para manter o controle desses índices, declarou ainda que o monitoramento dos índices de infecção é diário. Além disso, a adesão da população ao isolamento social foi elogiada pelo secretário. “A maioria das pessoas atendeu muito bem, temos que agradecer. O isolamento está em torno de 46%. É óbvio que há desrespeito, mas isso não me preocupa”, declarou.

Longe da retomada das aulas presenciais

Enquanto fala-se sobre a volta das aulas presenciais em todo o Brasil, Machado foi enfático sobre não haver previsão para tanto em Belo Horizonte. “Em todos os lugares que as aulas voltaram antes (de diminuir os casos), tiveram que fechar de novo”, disse. Segundo o secretário, Belo Horizonte somente retomará as aulas quando atingir índices próximos de 50 infectados por milhão de habitantes. Atualmente, essas cifras chegam próximas dos 200 a cada milhão. No Brasil, a experiência mais recente sobre retomada de aulas presenciais foi negativa, tratando-se de capitais. Aumento de casos de Covid-19 depois do retorno levaram a nova suspensão das aulas presenciais.

Hospital de campanha

No início da pandemia, um hospital de campanha montado na capital mineira foi foco de uma briga política entre o governador do estado, Romeu Zema (Novo) e o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD). Com efeito, o hospital de campanha sequer chegou a funcionar, o que tem gerado críticas ao governador. Contudo, o secretário de saúde da capital mineira optou por minimizar a questão. “BH não tem nada a ver com o hospital de campanha do governo. Ele foi importante como retaguarda necessária, mas sabíamos que eles teriam dificuldade de contratar pessoal para atender lá.” Para ele, o hospital de campanha seria importante como reserva para o caso da cidade ter de absorver demanda por leitos de cidades vizinhas. Isso, segundo ele, Belo Horizonte tem comportado bem.

Folha Sudoeste


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