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ButanVac Vacina

Butanvac: Primeira Vacina Brasileira Desenvolvida Pelo Butantan

ButanVac VacinaFoi anunciado na sexta-feira (26) que a ButanVac, vacina 100% brasileira desenvolvida pelo Instituto Butantã, ligado ao Governo do Estado de São Paulo, entrou na fase de testagem em humanos. A previsão é de que ainda em 2021 ela possa ter cumprido todas as fases de testes e possa ser produzida e entregue ao público.

A notícia foi postada nas redes sociais do próprio Instituto Butantã:

O Instituto Butantan pedirá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para testes clínicos com a nova vacina. A ideia, de acordo com o que foi divulgado pelo Instituto, é a de disponibilizar 40 milhões de doses da nova vacina até dezembro de 2021. Atualmente, o Butantan é responsável pela fabricação da vacina CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac.

Veja a informação pelo próprio Instituto: www.butantan.gov.br/noticias/clinicos-da-butanvac-devem-comecar-em-abril

Próximas fases

A Butanvac já passou pelos testes pré-clínicos, realizados em animais. Nessa fase, os testes são feitos para detectar possíveis efeitos positivos ou de toxicidade, de acordo com o que publicou a Folha de S. Paulo. Depois de aprovada nessas fases, há ainda outras etapas posteriores pelas quais a vacina brasileira deverá passar.

Caso a Anvisa autorize o prosseguimento dos testes, a Butanvac passará pelas fases um e dois de avaliação. Nessa fase, serão verificadas a segurança e capacidade de resposta imune. Somente na fase três é que são estipulados os níveis de eficácia do imunizante.

A expectativa atual é que os testes comecem já no mês de abril de 2021. Por fim, cabe ressaltar ainda que o desenvolvimento da vacina Butanvac não vai mudar cronograma da Coronavac, hoje envasada pelo Butantan com insumos vindos de farmacêutica China.

Vacina da UFMG

Com efeito, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com cientistas de seu Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas) , em parceria com o governo de Minas Gerais e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) desenvolve uma outra vacina brasileira, cuja expectativa é que chegue à fase final de desenvolvimento em 2022.

As primeiras etapas de testes foram finalizadas em fevereiro deste ano, e os testes em humanos deverão começar já nos próximos meses. Nessas etapas, haverá participação também da Fundação Ezequiel Dias (Funed), que possui sua própria fábrica de vacinas e pode vir a executá-la em escala industrial. O planejamento da vacina da UFMG engloba processo que cobre período que dura entre 12 e 14 meses, a depender do fluxo de investimentos.

Os investimentos para se desenvolver uma vacina são altos, chegando a pouco mais de R$100 milhões segundo números divulgados pela UFMG. Contudo, considerando médio e longo prazo, são números muito mais modestos do que aqueles praticados na compra de imunizantes importados. Além disso, há um grande ganho em termos de logística, considerando fabricação e distribuição, em termos de se ter uma vacina nacional.

Enfim, o avanço de vacinas nacionais é uma boa notícia, algo raro em meio a tantas notícias ruins diárias que vem desde o início da pandemia.

Folha Sudoeste


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