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Desemprego e fim de auxílios devem agravar crise econômica

Especialistas mostram que existe uma expectativa de piora no mercado de trabalho em diversos países, incluindo o Brasil. A isto, se mistura uma redução de estímulos fiscais e dos programas de proteção ao emprego como componentes de um quadro bastante ruim para a economia no pós-pandemia. Dessa forma, deverá haver elevação na taxa de desemprego e piora em muitos outros índices devido a uma queda no emprego e renda.

Tal perspectiva ruim é fruto de uma avaliação feita por economistas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) durante debates realizados nesta segunda-feira (05). Tratou se de encontro voltado a avaliar as expectativas para a economia doméstica e internacional. Nas palavras de Armando Castelar Pinheiro, coordenador de Economia Aplicada do Ibre/FGV, 2021 será marcado pela tentativa de o mundo conviver com um “novo não normal” de convivência com o vírus.

O “novo não normal” consiste num problema duplo: do lado sanitário, ainda existe algum grau de incerteza quanto haver uma vacina. Ainda que os melhores prognósticos quanto a ela se realizem, ainda será necessário um período considerável para haver uma imunização de grandes proporções.

Pelo lado econômico, mesmo com o aumento da mobilidade e com o afrouxamento da quarentena, as atividades econômicas não se recuperaram totalmente e nem de maneira uniforme entre todos os setores. Com efeito, mesmo a retomada deverá conviver com inúmeras restrições em setores diversos.

Impactos importantes no mundo do trabalho

Silvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro do Ibre, foi assertiva ao dizer que no Brasil o processo de recuperação econômica depende muito do mercado de trabalho. Isso é problemático, num quadro em que o país tem a maior parte de sua força de trabalho no mercado informal. Além disso, há outra parte substantiva dessa força de trabalho com ocupações no segmento de serviços, que no momento não dão sinais de que voltarão num estágio anterior à pandemia.

O Ibre projeta uma taxa de desemprego passando dos cerca de 14% mais recentes para um pico de 16% durante o ano de 2021. Haverá uma piora na taxa de desemprego na medida em que muitas pessoas que atualmente não procuram trabalho voltem ao mercado.

Auxílios podem atenuar a crise

Programas como o auxílio emergencial funcionaram no sentido de atenuar o choque na queda de renda, que aconteceu durante a pandemia, mas já era uma na situação econômica do país. Porém, especialistas também entendem que essas medidas não poderão ser levadas muito a diante sem grandes cursos aos cofres públicos. Por sua vez, também geraram certa dependência que criam um problema para quando eles forem cortados ou diminuídos.

Folha Sudoeste


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