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Estudo Do Instituto Butantã Com 75% De Vacinados a Pandemia Pode Ser Controlada

Foi publicado um estudo ao mesmo tempo animador e que chama atenção para a urgência de uma ampliação e aceleração da vacinação no Brasil. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Butantã (SP) mediram os efeitos de uma vacinação em larga escala no município paulista de Serrana, com 45 mil habitantes.

Em março, para medir a eficácia da Coronavac, o município foi escolhido para uma vacinação em larga escala, abrangendo toda a população adulta da cidade. O resultado mostra queda de 95% nas mortes e de 86% em internações.

Já em abril, Serrana mostrou quedas significativas de contágios e mortes devido ao processo de vacinação iniciado em março. Após registrar 699 casos em março, o número caiu para 251. As mortes passaram de 20 para 6 no mesmo período.

Na cidade, houve aplicação das duas doses da CoronaVac em 98% do público-alvo, que correspondia a adultos com mais de 18 anos, exceto grávidas e puérperas. Antes dessa vacinação em massa, o número de pessoas que procurava unidades de pronto-atendimento (UPAs) para saber se estavam infectadas era entre 160 e 180 pessoas, com aproximadamente 69% de infectados. O número caiu para uma média de 30 a 35 atendimentos diários, com cerca de 25% de resultados positivos depois da vacinação. Veja os estudos do Projeto S (é o nome dado para a vacinação em massa em Serrana): Busca – Instituto Butantan: www.butantan.gov.br/busca?termo=Serrana

Como se chegou ao número de 75%?

Os registros de Serrana apontam para que havendo um número de cerca de 75%, ou 3/4 da população vacinada, a pandemia poderá ser controlada. Mas como se chegou a tal número? Isso se deu de acordo com a metodologia para se desenvolver a pesquisa.

Serrana, de 45 mil habitantes, foi escolhida para a vacinação em massa porque tinha um alto índice de contágio. De acordo com os critérios da pesquisa, a cidade foi dividida em 25 áreas que formaram quatro grupos. Os grupos foram vacinados, um de cada vez, com uma semana de diferença.

Com efeito, a vacinação ainda não havia terminado quando Serrana enfrentou um novo aumento no número de casos. Contudo, o cenário mudou entre o fim de março e o começo de abril. De acordo com a pesquisa, o aumento começou a ser revertido quando dois dos quatro grupos ficaram imunizados com a segunda dose.

Mas o controle se deu quando três dos quatro grupos receberam a segunda dose. De acordo com o Instituto Butantan, logo depois do fim da vacinação, o número de mortes caiu 95% em Serrana.

E o quanto estamos longe disso?

Infelizmente, no entanto, isso é uma realidade ainda distante se pensarmos a nível nacional. Atualmente, o Brasil aplicou duas doses em aproximadamente 10% da população. Já a primeira, houve aplicação em aproximadamente 30%. De toda forma, o exemplo de Serrana serve de referência do que precisamos alcançar para o controle efetivo da pandemia.

Folha Sudoeste


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