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Inflação se espalha e já afeta 8 em cada 10 itens da cesta dos brasileiros

A inflação no Brasil segue sem dar trégua e a cada dia que passa uma quantidade maior de preços que aparece na lista do IPCA é atingida. O índice mede a quantidade de produtos e serviços que sobem a cada mês, s

O salto somente no mês de abril foi de 78,8%, de acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, considerando um cálculo que serve como uma previsão para o resultado oficial da inflação. Resumindo, 8 em cada 10 itens pesquisados já estão mais caros.

Em um levantamento recente do Banco Modal, a partir da série histórica que considera o IPCA-15, mostrou que o índice de preços do mês de abril foi o mais elevado desde o mês de fevereiro de 2003, quando na ocasião ficou em 78,9%.

O que esse boom da inflação representa para o consumidor?

Além do reflexo dessa atual escalada de preços, o indicador mostra que a inflação vem atingindo uma série de vários produtos da cesta básica do brasileiro. Quanto maior for o índice de difusão, isso vai representar que o processo inflacionário vai ficar disseminado, o que dificulta o seu controle. As altas estão sendo transmitidas para um conjunto geral de preços.

Da lista de 367 produtos que foram pesquisados pelo IBGE, ao menos 289 ficaram mais caros em abril. O resultado da inflação oficial do mês de abril vai ser divulgado até o próximo dia 11, mas já se sabe que a sua alta vai ser puxada pelo aumento dos combustíveis, considerando o acúmulo ao longo dos últimos 12 meses.

Os brasileiros estão enfrentando uma inflação alta ao longo dos últimos meses, sendo 8 seguidos com a inflação anual acima dos 10%. O que preocupa é os índices de difusão, que raramente ficam acima de 75%, uma taxa que neste patamar só foi registrada por até 11 vezes na história.

É possível que tenhamos uma trégua?

O Banco Itaú projeta um IPCA de até 1,01% em abril, com uma previsão de recuo em maio para 0,29% e saltando para 0,46% em junho. Apesar da inflação ter se espalhado, a expectativa dos analistas é que ela venha a apresentar uma desaceleração já a partir dos próximos meses.

Entre os principais fatores que devem influenciar para uma pequena redução da inflação ao longo dos próximos meses, uma das causas é o fim da cobrança da bandeira tarifária de escassez hídrica e partindo para o início da cobrança da bandeira verde, o que deve baratear as contas de energia elétrica a partir dos próximos meses.

Outro fator que precisa ser destacado para uma estabilidade da inflação são os preços dos combustíveis que ficaram muito mais estáveis. A gasolina e o diesel já não estão mais em uma tendência de radar de alta, o que fará com que a tendência de sua participação na inflação não fique nas alturas ao longo dos próximos meses. 

Folha Sudoeste


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