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Brasil registra aumento do número de endividados em comparativo com 2020

Pela primeira vez em mais de um ano a proporção de brasileiros prestes a se tornarem endividados diminui em relação ao mês anterior. Os dados da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) mostraram uma queda de 0,2 pontos percentuais de janeiro de 2022 ante dezembro de 2021.

Porém antes mesmo de pensar que pode ser um sinal de que as coisas estão prestes a melhorar, não se pode esquecer que este foi o primeiro mês desde dezembro de 2020 que o número melhora em relação ao mês anterior, ainda deixando um aumento relativo de quase 10 pontos percentuais, que poderá preocupar ainda mais em caso de termos novos aumentos no índice de desemprego e desocupação.

Selic pode ajudar a diminuir as dívidas

A diminuição foi atribuída ao aumento da taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), que hoje se encontra em cerca de 10,75% ao ano, o que acaba desmotivando a busca por financiamentos, de acordo com o que foi comentado por um representante da Confederação Nacional do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo (CNC) disse em nota que apesar de terem apresentado um aumento de 10,6% em questão de valores, as concessões de crédito diminuíram em 22%

Por outro lado, apesar da diminuição das concessões de crédito, tivemos um aumento no número de inadimplentes, especificamente de 0,2 pontos percentuais mensais e 1,8 pp anuais, que significa que mais de 1/4 das famílias brasileiras são afetadas, um total de 26,4%, o maior índice desde agosto de 2020 e o maior da história da Peic.

Aumento do número de famílias sem condições de pagar as suas dívidas

Houve ainda um leve aumento este mês no número de famílias que se declaram incapazes de pagar suas dívidas e que permanecerão inadimplentes, apesar do porcentual ter caído em 0,8 pontos no último ano.

Os maiores afetados pelos aumentos foram as famílias mais pobres, uma análise por faixas de renda às famílias com rendimentos menores (de até 10 salários mínimos) apresentaram uma queda de 0,3 pontos percentuais no número de endividados a primeira queda desde outubro de 2020 e deixando a porcentagem de afetados em 77,4% da faixa.

Aumento das dívidas também está do lado mais rico do Brasil

No lado oposto do espectro, nas famílias que possuem rendimento igual ou superior a 10 salários mínimos, podemos observar um aumento de 0,3 pp, atingindo mais uma marca histórica, com o número de endividados em 71,2%; suspeita-se que o aumento contínuo de endividamento entres os mais ricos do país seja devido ao sucesso da vacinação e da consequente flexibilização das normas de contenção sociais, embora estarmos em meio a uma nova de infectados com a variante Ômicron da Covid-19.

Uma nota da CNC elabora que os grupos de renda mais elevada têm utilizado suas poupanças, aumentadas no meio da pandemia, para o consumo de serviços. Também temos uma previsão pouco positiva do crescimento do PIB do Brasil ao longo deste ano, que na última estimativa do Fundo Monetário Internacional prévia um crescimento de apenas 0,30% neste ano. O ponto positivo está para a última revisão do dólar, que pode fechar o ano em R$ 5,11.

Folha Sudoeste


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