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Brasil registra terceira maior inflação entre as principais economias

Brasil registra terceira maior inflação entre as principais economias

No conjunto total de países que integram o G20, a taxa de inflação de todos os países acumulados chegou a 7,9% no mês de março, o que fica bem abaixo da inflação oficial no Brasil que no acumulado dos últimos 12 meses chega a 11,3%.

A inflação de fato é um fenômeno que está se estabelecendo em praticamente todos os cantos do mundo, porém de fato que para os brasileiros esse problema vem sendo bem maior do que em outros países desenvolvidos e emergentes.

O relatório que foi divulgado na última quarta-feira (4) pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mostrou que a inflação acumulada do Brasil nos últimos 12 meses entre os países do G20 só fica atrás da Turquia e Argentina, países que apresentam uma grande tensão política atualmente e vivem risco de hiperinflação.

Inflação ao longo dos últimos 12 meses

No conjunto de todos os países que integram a OCDE, incluindo as economias desenvolvidas e emergentes, a inflação dos últimos 12 meses chegou a 8,8% em março, subindo em relação aos 7,8% que haviam sido registrados em fevereiro.

Esse foi o nível mais alto desde outubro de 1988, com o cenário sendo mais preocupante para os países que integram o G-20 do que apenas os integrantes do G-7. A seguir, estes são os 10 países com a maior inflação ao longo dos últimos doze meses, considerando até março de 2022:

  • Turquia: 61,1%;
  • Argentina: 55,1%;
  • Brasil: 11,3%;
  • Estados Unidos: 8,5%;
  • União Europeia: 7,8%;
  • México: 7,5%;
  • Alemanha: 7,3%;
  • Canadá: 6,7%;
  • Itália: 6,5%;
  • Reino Unido: 6,2%

De acordo com o relatório, ao menos um quinto dos 38 membros da OCDE registraram uma inflação acima dois dígitos até março de 2022, considerando que Turquia e Argentina apresentam uma taxa de inflação muito elevada, até mesmo no comparativo com Brasil e Estados Unidos, os seus seguidores mais próximos.

Alguns países com uma renda média per capita maior que o Brasil, estão passando por um período de inflação até maior do que o nosso, como a Lituânia (15,7%), Estônia (15,2%), República Tcheca (12,7%) e Letônia (11,5%).

Teremos uma trégua?

Para tentar barrar o aumento da inflação, alguns países tem tratado de acelerar a taxa básica de juros, como o Brasil e Rússia fizeram, até mesmo os Estados Unidos que nesta semana aumentaram a sua “SELIC” para 1% ao ano. No cenário local, os analistas do mercado financeiro acreditam que o BC deverá fazer com que a taxa básica de juros termine 2022 em 13,25%.

O resultado da inflação real do mês de abril vai ser divulgado pelo IBGE na próxima quarta-feira (11). Com o aumento dos combustíveis em foco, a prévia da inflação já registra a maior alta desde 1995, com a taxa acumulada dos últimos 12 meses se aproximando dos 12%.

inflação além de elevada, está se espalhando e afeta 8 de 10 itens que foram pesquisados pelo IBGE. A projeção atual do mercado financeiro só se eleva e já saltou para uma previsão de 7,89% até o final de 2022. Desde o ano passado, os analistas já estão prevendo que o IPCA feche o segundo ano bem acima da meta que foi estipulada pelo Governo Federal, que no início do ano foi projetada em 3,5%.

Folha Sudoeste


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