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Valor da cesta básica sobe em 13 de 17 capitais

Famílias consumiram mais no mês de junho

O consumo das famílias subiu 4% no primeiro semestre do ano em comparação com o mesmo período no ano passado. O levantamento foi feito nesta quinta-feira (12) e divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Porém, no mês de junho houve uma queda no comparativo em relação ao mês anterior, de 0,68%. O vice-presidente Administrativo e Institucional da Abras, Marcio Milan, afirmou que junho foi o primeiro mês de recuo no consumo ao longo do ano, enfatizando que isso mostra um “período de atenção”.

Veja os fatores que puxaram a alta dos produtos

De acordo com Milan, alguns fatores foram decisivos para a alta no último trimestre, como a prorrogação do Auxílio Emergencial, pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário para os aposentados e a Restituição do Imposto de Renda.

A perspectiva para o restante do ano ainda é de crescimento de 4,5% no consumo das famílias comparado com o ano de 2020. O cenário positivo é bastante passível de ser realizado, por conta da melhora da situação econômica e que também está sendo recuperada conforme a vacinação da COVID-19 vai avançando.

Também é esperado que depois de uma nova rodada de pagamentos do Auxílio Emergencial e de novos lotes de Restituição do Imposto de Renda, animando as condições de um maior consumo durante os próximos meses.

Inflação é uma das maiores preocupações

O custo da cesta básica considerando os 35 produtos que são mais vendidos em supermercados aumentou 22,1% em junho, quando comparado com o mesmo mês em 2020. A cesta básica mais cara do país é a de Porto Alegre, que está bem acima da metade do salário mínimo, este que apresenta uma defasagem.

O aumento dos preços dificulta algumas famílias de realizarem as suas compras. A tão tradicional carne vermelha está cada vez mais escassa para boa parte dos brasileiros, que por conta disso estão optando por comprar carnes brancas.

A possibilidade de substituir um produto por outro mais barato está aumentando entre os consumidores. Outros produtos que são essenciais na mesa, porém aumentaram muito, são o leite e o queijo. A explicação é o forte período de frio e geadas, sobretudo em regiões de intensa produção, no Sul e Sudeste.

Hábitos de consumo mudam de acordo com a classe social

As classes C, D e E são as menos privilegiadas economicamente e seus hábitos de consumo precisam ser prioritários em muitas ocasiões. Os principais gastos prioritários da famílias estão em habitação, comida e veículo. Neste ano, estas classes viram os custos com habitação, casa, alimentos e produção aumentar.

Já as famílias de classe A e B, sofrem menos com a inflação, pois têm uma renda familiar per capita superior a R$ 8.000,00 mensais ficam com um poderio financeiro bem mais relaxado mesmo em períodos de crises.

Mesmo que esta classe não tenha aportado tanto em investimentos durante a pandemia, ou até mesmo tido gastos com reformas ou viagens, mas itens como a cesta básica e produtos não estão sendo um problema para essas famílias, que estão conseguindo manter o seu poder de compra, sem precisar realizar corte de carnes vermelhas, arroz e massas, por exemplo.

Folha Sudoeste


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